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A proposta de Resolução 69, da Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária), trará maior
ênfase aos serviços farmacêuticos, ao resgatar a vocação da
farmácia, que é de ser um estabelecimento de saúde. Esta é a
opinião do Conselho Federal de Farmácia (CFF), expressa pelo
seu representante, Luiz Antônio Marinho, durante a Plenária
do Conselho Nacional de Saúde (CNS), realizada, no dia 17 de
junho de 2009, em Brasília. A
norma, que estava em consulta pública, desde 2007,
regulamenta a oferta de produtos e serviços, nas farmácias e
drogarias.
A proposta de Resolução 69/07 foi
amplamente discutida, na última plenária do CNS. Entre os
itens abordados, estão a definição dos produtos que podem
ser vendidos, nos estabelecimentos farmacêuticos, além da
restrição ao acesso aos medicamentos isentos de prescrição.
Segundo a proposta, estes produtos só poderão ser
dispensados, ao balcão, pelo farmacêutico.
O Diretor-Presidente da Anvisa, Dirceu
Raposo, enfatizou que o tema da proposta originou-se de uma
série de documentos sobre o uso indiscriminado de
medicamentos. Ele acredita que não basta à população ter
acesso ao produto, mas receber a orientação correta sobre o
seu uso.
O objetivo da Agência é regular a oferta
de produtos, nas farmácias e drogarias, proibindo a
comercialização de produtos alheios à natureza sanitária.
Raposo ressaltou que as ações propostas pelo órgão promovem
o tratamento e o uso correto dos medicamentos, valorizando o
profissional farmacêutico.
CFF
O Conselho Federal de Farmácia defendeu
e apoiou a regulamentação da oferta de produtos e serviços,
nos estabelecimentos, e reconhece a importância da decisão
do Plenário do Conselho Nacional de Saúde, de apoiar o
regulamento sanitário proposto.
O representante do CFF, Luiz Antônio
Marinho, declarou que regulamentar a qualificação
farmacêutica só trará benefícios para a população, e
defendeu a integração entre as farmácias comunitárias e o
sistema público de saúde. Para Marinho, a qualificação de
acesso aos serviços, nas farmácias e drogarias, pode ser de
grande auxílio às ações do SUS.
O Presidente do CFF, Jaldo de Souza
Santos, faz eco às projeções traçadas para a proposta. “A
norma viria a fortalecer o sentido sanitário que deve
nortear os estabelecimentos farmacêuticos. Ou seja, ela
endossaria a inquestionável e única vocação da farmácia, que
é ser um estabelecimento de saúde, onde se dispensa produtos
e se oferece serviços profissionais farmacêuticos”, afirmou
Dr. Jaldo.
O Presidente do CNS, Francisco Batista
Júnior, também, confirmou o apoio à proposta da Anvisa, e
ressaltou a importância da definição daquilo que pode ser
vendido, nas farmácias. Segundo Batista, este é o primeiro
movimento de transformação das farmácias de estabelecimentos
comerciais em estabelecimentos de saúde.
Sugestões do CFF
O Conselho Federal de Farmácia sugeriu a
inclusão de alguns itens à proposta de Resolução 69, que
foram aprovadas na plenária do CFF. Entre eles, estão a
inclusão da definição de aconselhamento farmacêutico, da
realização de curativos de menor complexidade como
atribuições do farmacêutico, e da sala do farmacêutico, que
seria um local destinado ao aconselhamento dos pacientes
necessitam de informações e que não podem ser fornecidas,
publicamente.
Fonte: CFF
::. Notícias do
Dia:
01 de julho de 2009
::.
Nova Lei proíbe
captação de receitas por estabelecimentos que
não sejam farmácias
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CFF: Resolução
69 resgatará vocação da farmácia
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