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Começou a revisão do padrão de qualidade
de 32 plantas medicinais. Dessa vez, consulta pública da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada
terça-feira (30), trata de algumas plantas com amplo uso na
medicina popular, como: arnica, melissa, espinheira-santa,
babosa, gengibre e guaraná.
Esta Consulta Pública faz parte do
trabalho de revisão da
Farmacopéia Brasileira,
o Código Oficial Farmacêutico do país. “Este documento
estabelece os requisitos mínimos para a fabricação e o
controle da qualidade de medicamentos utilizados no país”,
explica Luiz Armando Erthal, diretor adjunto da Anvisa.
Além das plantas medicinais, também
serão revisados os padrões de qualidade de mais 21 matérias
primas e oito especialidades farmacêuticas (medicamentos
prontos). Durante os 30 dias em que as consultas públicas
ficarem abertas, as monografias serão disponibilizadas para
avaliação e comentários das empresas, laboratórios,
comunidade científica e a sociedade em geral.
A Farmacopéia é de uso obrigatório para
os que fabricam, manipulam, fracionam e controlam produtos
farmacêuticos. O compêndio também serve como parâmetro para
as ações da vigilância sanitária, como: registro,
fiscalização e análise fiscal.
Histórico
Desde o início de
2008, a
Anvisa trabalha, em parceria com 14
universidades, na revisão da Farmacopéia Brasileira. As
monografias atualizadas serão disponibilizadas no site da
Farmacopéia, assim que revistas.
Ao término do processo de revisão, será
publicado um Código Farmacêutico Oficial atualizado em um
compêndio único. Atualmente, ainda estão em vigor textos das
quatro farmacopéias já publicadas no Brasil. “A idéia é que
o Brasil disponha de um instrumento estratégico que consiga,
além de estabelecer os requisitos de qualidade para os
produtos farmacêuticos, harmonizar o avanço científico com o
conhecimento popular, de acordo com a Política Nacional de
Medicamentos do Ministério da Saúde”, complementa Erthal.
A primeira edição da Farmacopéia foi
publicada em 1929, a
segunda e a terceira edições são de 1959 e 1976,
respectivamente. A última teve início em 1988 e foi
publicada em seis fascículos, nos anos de 1996, 2000, 2001,
2002, 2003 2005.
Como participar
Contribuições às
três consultas públicas
podem ser encaminhadas à Anvisa, indicando a monografia,
sugestão e respectiva justificativa, por meio do fax: (61)
3462 – 6791 ou dos e-mails:
cp39.farmacopeia@anvisa.gov.br
(matérias-primas),
cp40.farmacopeia@anvisa.gov.br
(especialidades farmacêuticas) e
cp38.farmacopeia@anvisa.gov.br
(plantas medicinais e derivados). Quem optar pelo correio
deve enviar sugestão para o seguinte endereço: Agência
Nacional de Vigilância Sanitária / DIMCB/Farmacopéia
Brasileira, SIA Trecho 5, Área Especial 57, Bloco D, 5º
andar, Brasília-DF, CEP 72.205-050
Fonte: Anvisa
::. Notícias do
Dia:
02 de julho de 2009
::.
Agência
suspende produtos de sete empresas
::.
Farmacopéia
revisa plantas com uso na medicina popular
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