|
O ministro da Saúde, José Gomes
Temporão, defendeu ontem a resolução da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamenta a propaganda
de medicamentos, proibindo, entre outras medidas, que
celebridades estrelem anúncios publicitários de remédios.
“Não me parece razoável que artistas e atletas vendam
medicamentos pela TV ou rádio. Isso infringe o bom senso”,
disse Temporão, após participar da abertura de um seminário
sobre o desenvolvimento da primeira infância num hotel na
zona sul do Rio.
A Advocacia Geral da União (AGU)
recomendou a revogação da resolução por entender que a
regulamentação de publicidade foge das atribuições legais da
agência. A AGU se manifestou a pedido do Conselho Nacional
de Autorregulamentação Publicitária (Conar). De acordo com o
ministro, a regulamentação da Anvisa é “boa, rígida e
defende a saúde pública”. Ele lembrou que a resolução foi
“amplamente debatida em audiências públicas” e disse que
iria conversar com o advogado-geral da União, José Antônio
Toffoli, para entender a argumentação da AGU.
“A posição do ministério é de apoio à
entrada imediata em vigor da resolução”, afirmou Temporão. A
medida faz parte de um conjunto de políticas do ministério
que visam a coibir a automedicação. Por determinação da
Anvisa, a partir do segundo semestre, os antibióticos serão
incluídos na lista de medicamentos controlados. “O uso
indiscriminado de antibióticos é um dos principais fatores
de aumento da resistência (das bactérias)”, disse o
ministro, acrescentando que “a automedicação é prática
cotidiana no Brasil, principalmente pela falta de controle
nos pontos-de-venda”.
Para Temporão, o sequenciamento completo
de dois genes do vírus A (H1N1) foi um passo importante para
o desenvolvimento de uma vacina nacional contra a gripe
suína. Ele disse não acreditar que os laboratórios
multinacionais, como a Novartis e Baxter, consigam terminar
os testes e comercializar a vacina antes do início do
inverno do Hemisfério Norte, em setembro. “O Instituto
Butantã tem toda a capacidade tecnológica e industrial de
produzir a vacina até o início do próximo inverno
brasileiro, e o sequenciamento do Instituto Adolfo Lutz
robustece essa possibilidade”, disse.
Para o ministro, apesar do número de
casos de gripe suína no Brasil vir aumentando, o fato de não
haverem ainda evidências de circulação do vírus em
território nacional mostra que as barreiras sanitárias
adotadas nos portos e aeroportos estão funcionando.
Fonte: Tribuna do Norte Online
::. Notícias do
Dia:
18 de junho de 2009
::.
Antibióticos
devem ser enquadrados como medicamentos
controlados
::.
Temporão quer
mudar publicidade
::.
Sanofi-Aventis doará
100 mi
de vacinas contra gripe para a OMS
<<
Voltar para Notícias
<<
Voltar para Página
Principal
|