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Paciente na
Dinamarca carrega vírus que resiste a Tamiflu, diz Roche.
Preocupação é que essa característica se espalhe pelos
demais vírus
Um paciente com a nova gripe na
Dinamarca mostrou resistência ao antiviral Tamiflu, da
Roche, disse um executivo da companhia farmacêutica ontem
(29). "Este é o primeiro caso que temos disso (resistência)
no H1N1", disse David Reddy, líder da força-tarefa de
pandemia da Roche, durante teleconferência com jornalistas,
informa a agência de notícias Reuters.
"Existem duas linhas de medicamentos
contra o vírus da gripe hoje. Uma delas, a amantadina,
impede a entrada do vírus nas células humanas. A outra, de
medicamentos como o Tamiflu [cujo princípio ativo é o
oseltamivir], tenta barrar a saída do vírus de uma célula
quando ele tenta infectar outras", explica Atila Iamarino, biólogo
da USP que faz doutorado sobre evolução de vírus como o HIV.
A novidade é preocupante justamente
porque, desde o começo, já se sabia que a nova cepa do H1N1
era resistente à amantadina, de forma que o oseltamivir,
princípio ativo do Tamiflu, era considerado a única arma
relativamente efetiva contra ele. Se a resistência detectada
na Dinamarca se espalhar pela população viral, não adiantará
mais usar o medicamento para mitigar a infecção.
Esperado
Iamarino lembra que um estudo publicado
neste mês na revista científica "Nature Biotechnology" já
apontava a possibilidade de resistência ao Tamiflu por parte
do H1N1, com base numa análise do material genético do
vírus. "Esses dados, porém, dizem que ainda sim o vírus pode
ser resistente ao zanamivir, ou Relenza, o outro inibidor de
neuraminidase [proteína do vírus que o Tamiflu ataca] usado
atualmente", afirma o biólogo.
Ele conta também que é relativamente
comum o surgimento de resistência ao Tamiflu durante o
tratamento da infecção. "Um estudo japonês encontrou mais de
15% de resistência em crianças tratadas durante a
infecção pela gripe normal", diz.
Em especial no caso das crianças, o fato
de elas terem tido menos contato com o vírus da gripe do que
os adultos, a maior duração da infecção e a imunidade mais
baixa poderia aumentar as chances de um vírus resistente ser
selecionado após os suscetíveis serem eliminados pelo
tratamento.
"Resumindo, é esperado que, com o tratamento sendo utilizado
cada vez mais, surjam casos de resistência como esse, ainda
mais em crianças.
A
grande preocupação é que o vírus resistente se espalhe. No
caso do H1N1 atual, vindo dos suínos, a resistência surgiu
sob pressão do tratamento, e frequentemente esses vírus são
menos eficientes do que os selvagens [ou seja, a forma
original do patógeno], só crescendo favorecidos pelo uso da
droga", avalia Iamarino.
Fonte: G1
::. Notícias do
Dia:
30 de junho de 2009
::.
Inaugurada em SP
primeira fábrica de genéricos do País
::.
Confira as
suspensões e interdições publicadas nesta
segunda
::.
Empresa
farmacêutica informa primeiro caso de
resistência do H1N1 a remédio
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