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Com o objetivo de analisar a implantação
do projeto Remédio em Casa, o Núcleo de Assistência
Farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz),
em parceria com a Secretaria de Saúde e Defesa Civil do
Estado do Rio de Janeiro, vai estudar o nível de
implementação do projeto e seu alcance. Avaliar quanto do
projeto já foi implementado, analisar o trabalho nas
farmácias, verificar a regularidade dos tratamentos e,
consequentemente, obter o aumento da adesão ao tratamento
são algumas das metas.
De acordo com Vera Lúcia Luiza,
coordenadora da pesquisa e pesquisadora do NAF, o
Remédio em Casa é uma iniciativa pioneira criada pela
prefeitura do Rio de Janeiro em 2002. É o único programa de
distribuição pública gratuita de medicamentos que envia
produtos para hipertensão e diabetes diretamente à
residência dos pacientes. "Existe uma lista de oito itens de
medicamentos, que são enviados para as casas dos pacientes
do município do Rio de Janeiro", explica.
Segundo Vera, em 2006, houve uma chamada
da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
(Faperj) para projetos na área da saúde. "O grupo da
assistência farmacêutica da Ensp, acompanhado de uma equipe
da prefeitura e de profissionais dos programas de
hipertensão e diabetes, montou uma proposta de avaliação do
projeto".
A coordenadora explica que, desde
2006, a
experiência está sendo documentada, pois é uma experiência
com pouca produção acadêmica específica. Com a ajuda da
Escola de Estatística do IBGE, serão visitados, ao todo,
cerca de 600 usuários do programa para obter informações
sobre a adesão ao tratamento, a satisfação com o programa e,
principalmente, como estão os usuários do programa neste
momento devido à sua interrupção. "Pretendemos saber como os
pacientes cumpriram seus tratamentos no período em que o
programa esteve parado, desde agosto de 2008 até o início
deste ano, quando o projeto voltou a ser posto em prática".
Ainda de acordo com Vera, o trabalho de
campo, que teve início em janeiro de 2010 e vai até meados
de fevereiro, está sendo realizado nas 87 unidades públicas
que já operavam o programa. "Estamos trabalhando para trazer
subsídios para a melhoria do programa". Com os resultados da
pesquisa, o grupo elaborará um sumário executivo que será
enviado para as unidades de saúde, além de criar cartazes
com os dados coletados, visando informar aos pacientes. O
grupo pretende realizar um seminário com os representantes
do Conselho Municipal de Saúde e das Unidades de Saúde - em
abril - para apresentar os resultados.
Fonte: Fiocruz
::. Notícias do
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04 de fevereiro de 2010
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