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História da Farmácia
PARACELSO X
GALENO
GALENO
(
131 – 200 A.C. ) – Nascido em
Pérgamo (hoje, Bergama na
Turquia) na Ásia Menor, foi o
último dos médicos clássicos.
Depois de estudar filosofia em
sua cidade natal, passou 10 anos
estudando e praticando Medicina
em Esmirna (Izmir na Turquia),
na Fenícia, Palestina e na
Grécia; seus mestres médicos
foram o anatômico Sátiro, o
hipocrático Estratômico, o
empírico Asquírio e outros.
Estudou anatomia na Escola de
Medicina em Alexandria, exerceu
sua profissão em Roma, onde
ganhou fama por fazer curas com
o célebre remédio TRIAGA e
enriqueceu. Mais tarde,
tornou-se médico do imperador
Marco Aurélio, aprofundou-se no
saber anatômico arábico e
medieval, adquirindo em sua área
grande prestígio e autoridade.
Por ter sido
considerada ilegal a dessecação
do corpo humano, Galeno
utilizava porcos e
macacos-de-Gibraltar em suas
demonstrações de anatomia e
fisiologia. Suas teorias reuniam
um misto de idéias filosóficas e
a doutrina dos três espíritos (pneuma)
ou forças-mães: animal, vital e
natural (localizados,
respectivamente no cérebro, no
coração e no fígado).O fígado,
grande gerador de sangue; o
cérebro, sede do pensamento e da
alma; o coração, órgão do calor
e o pulmão o do resfriamento.
Além dos pneumas, considerava as
forças secundárias: atrativas,
alterantes, expulsiva e
retentiva. Criou um sistema
funcional do corpo humano,
regido por 4 elementos sólidos (
fogo, água, ar, terra) e por 4
humores: sangue, bílis, fleuma (
pituíta ) e atrabílis; as
doenças, então, provinham do
desequilíbrio desta composição.
Desenvolveu
sistema médico radicalmente
contrário a Hipócrates, porque
enquanto este aplicava o método
indireto, ou seja, corrigia o
todo para curar a parte e só
usava o sistema alopático em
casos de emergência; Galeno
combatia as doenças por meio de
substâncias ou compostos que se
opunham diretamente aos sinais e
sintomas das enfermidades. Este
é o método direto, em que as
atenções do médico estão
voltadas para apenas a região ou
para a função prejudicada pela
doença. É precursor da alopatia.
Criou uma
escola médica e inaugurou nova
fase na medicina, seus
postulados não tinham a mesma
riqueza filosófica de
Hipócrates, mas seu método
chamava a atenção pelo aspecto
prático e imediato dos
resultados.
A primeira
coisa que recomendava aos
médicos era o conhecimento
profundo da Anatomia, depois da
Filosofia. Deviam aprender
também a fazer um exame
minucioso do paciente, levando
em conta todos os sintomas por
ordem de importância, antes de
estabelecer o diagnóstico e
receitar tratamento.
Descreveu
detalhadamente: os ossos do
crânio, espinha dorsal e
importância da medula espinhal
para os movimentos, o sistema
muscular (com músculos que nunca
haviam sido descritos antes ) e
lácteo, gânglios nervosos e as
válvulas do coração. Foi o
primeiro a supor que o ar que
respiramos é também o elemento
ativo de combustão, explicando o
mecanismo de respiração.
Distinguiu a pleurisia da
pneumonia, descreveu o
aneurisma, o câncer, a tísica,
julgando esta última de
infecciosa. Descreveu também o
sistema nervoso simpático.
Embora mais empírica que
cientificamente, Galeno ainda
procurou definir as funções
fisiológicas determinadas com a
digestão, nutrição e o
crescimento. Descobriu que a voz
era controlada pelo cérebro, que
as artérias transportam sangue,
as diferenças estruturais entre
veias artérias e demonstrou que
a urina é segregada pelos rins.
Galeno
tentou explicar o funcionamento
do coração, mas errou ao dizer
que as câmaras internas não se
separam uma da outra.
Acreditava
ser possível compreender os
desígnios divinos estudando a
natureza e como Aristóteles,
pensava que na natureza nada é
supérfluo. Por causa destas
crenças, Galeno limitou seu
espírito investigador.
Galeno
contribuiu para a ciência médica
mais do que qualquer outro homem
e sua filosofia médica ainda
persiste e constitui a base
filosófica da medicina atual.
PARACELSO
(
1493-1541) – Philipus
Theophrastus Bombast Von
Hohenheim, o Paracelso, médico
suíço, nascido em Sieldeln,
estudou química na Universidade
de Basiléia, mas se doutorou em
medicina na Itália (Ferrara),
opunha-se a Medicina escolástica
e as teses de Galeno e Avicena.
Renascentista desapontado com os
processos de cura da medicina da
época, ele fez uma fogueira em
praça pública com seus livros,
renegando toda obra de Galeno e
queimando-a com enxofre numa
panela de cobre como se fosse
coisa diabólica. Proclamou-se
superior a todos os médicos da
Antigüidade.
Foi
físico, místico e um dos
pesquisadores da época.
Alquimista, partilhava idéias
gnósticas com os demais.
Idealizou o
homunculus,
que estaria na base da vida
humana e que poderia ser gerado
pelas experiências alquímicas,
trabalhou na pesquisa do "elixir
da longa vida" e formulou
concepção de linfa organizadora,
bálsamo natural que viria a
servir de cura como panacéia
para todos os males da saúde. A
alquimia para este, não se
resumia a busca da pedra
filosofal ou transformação de
metais em ouro e sim a produção
de essências soberanas
empregadas na cura de doenças.
Depois de
formado, iniciou série de
pesquisas sobre minerais.
Paracelso achava que a medicina
e a farmácia deveriam se basear
em leis físicas e químicas.
Afirmou que o corpo era
primariamente composto de sal,
enxofre e mercúrio, atribuindo
às doenças, a separação destes
elementos. Ele acreditava que o
homem fica doente por sua
própria responsabilidade e que
se podia curar através de sua
convicção e sabedoria internas.
Identificou a causa das doenças
com a desarmonia entre
microcosmo e macrocosmo.
A sua teoria
médica era uma estranha mistura
de ciência com o sobrenatural. A
sua contribuição foi útil para a
farmacopéia da renascença com a
vulgarização do ópio e de grande
número de drogas vegetais e
drogas minerais compostas de
antimônio, chumbo, mercúrio,
ferro, o enxofre e o arsênio.
Nomeava doença de acordo com as
drogas que usava para
combatê-las.
Baseava sua
medicina na observação e na
experiência.
Ele foi
considerado o pai da homeopatia,
pois seus remédios eram baseados
na teoria "igual por igual". A
corrente hipocrática apresentou
assim, leve esboço de retorno.
Porém esse resgate se deu com
maior esplendor no século
seguinte, quando o médico alemão
Samuel Hahnemman estabeleceu as
bases da homeopatia.
Foi fundador
da iatroquímica medicinal porque
ele considerava que a descoberta
dessas substâncias químicas se
constituiria num dos principais
objetivos da arte médica.
Entre os
seus principais trabalhos está
Paramirum (1530-1531) no qual
destaca a importância clínica do
paciente. Foi o primeiro a citar
o zinco na Europa e a usar a
palavra álcool. Ele deu ênfase
para a produção de remédios, por
isso é considerado um dos pais
da química clássica.
Paracelso
acreditava que cada doença tinha
sua etiologia.
" Todos os
animais e vegetais, por mais
complicados que sejam, são
constituídos por uns poucos
elementos que se repetem em cada
um deles".
Bibliografia
Sites:
www.esrp.pt/departam/g04/textos/cientistas/paracelsus/paracelsus.html
www.galenica.com.br
www.teline.es/personal/eac00002/galeno.htm
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