Método foi desenvolvido para gerar
imunizações sazonais à gripe.
Chances de gerar novas versões nocivas
do vírus são pequenas.
Uma equipe liderada por Dimitris
Papamichail, cientista da Universidade de Miami, criou
algoritmos de computador capazes de desenvolver vacinas para as
diferentes mutações do vírus da gripe.
Divulgado nesta sexta-feira (9) na
publicação online Nature Biotechnology, o trabalho
consiste no uso dos algoritmos para conceber vírus que sirvam
como vacinas vivas. O método, conhecido como SAVE, também
poderia ser empregado para outros tipos de vírus, segundo
Papamichail.
Para fazer vacinas antivirais, os
especialistas enfraquecem o vírus até o ponto de torná-lo
inofensivo. O próximo passo é usar o organismo como uma
imunização viva, capaz de estimular anticorpos no corpo.
Com o método desenvolvido por
Papamichail e sua equipe, os algoritmos sugerem alterações no
genoma para que o vírus enfraquecido codifique exatamente as
mesmas proteínas que um exemplar normal, porém em quantidades
menores.
O problema está na possibilidade de
mutações no código do parasita acarretarem a retomada da
virulência.
Mas o processo desenvolvido pela
equipe da Stony Brook University e Papamichail diminui as
chances de erro e provoca uma reação do sistema de imunização do
corpo que ataca os vírus sadios, mas não é forte o suficiente
para gerar sintomas de doenças.
Fonte: G1