Buscando analisar o desempenho do
Programa Farmácia Popular do Brasil, Cláudia Pinto e colegas da
Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz)
desenvolveram uma pesquisa em estabelecimentos de diferentes
setores em 30 municípios do país. Os resultados serão publicados
na Revista de Saúde Pública. Os pesquisadores contam no
artigo que utilizaram uma metodologia desenvolvida pela
Organização Mundial da Saúde em conjunto com a Ação
Internacional para Saúde para comparação de preços e
disponibilidade de medicamentos. Os medicamentos analisados
foram: captopril 25mg e hidroclorotiazida 25mg, para
hipertensão, e metformina 500mg e glibenclamida 5mg, para
diabetes. Vale lembrar que os estabelecimentos avaliados foram:
públicos, privados e as modalidades próprias (FPB-P) – geridas
pelo Ministério da Saúde (MS) e pela Fiocruz, por convênios
firmados com parceiros públicos ou privados sem fins lucrativos
– e de expansão (FPB-E) – farmácias privadas credenciadas pelo
MS que oferecem medicamentos de seus estoques.
Os autores verificaram que o FPB-E
apresentou maior disponibilidade de medicamentos e o setor
público, a menor. “Tanto no setor público quanto na FPB-P o
percentual de disponibilidade de similares foi maior que o de
genéricos. A comparação de preços entre os setores mostrou menor
preço de aquisição no FPB-E, seguido pelo FPB-P. O FPB-E
apresentou economia superior a 90% em relação ao setor privado.
O número de dias de trabalho necessários para aquisição de
tratamentos para hipertensão e diabetes foi menor no FPB-E”,
dizem na publicação.
Dessa forma, eles entendem que a menor
disponibilidade encontrada no setor público pode ser uma das
justificativas para migração dos usuários do setor público para
o Programa de Farmácia Popular. “Os altos preços praticados pelo
setor privado também contribuem para que o Programa seja uma
alternativa de acesso a medicamentos no país”, afirmam. Para ler
o artigo na íntegra acesse
aqui.
Fonte: Fiocruz